quarta-feira, 6 de outubro de 2010

:: Preços dos brinquedos são o melhor presente ::

Nas lojas da 25 de Março, os objetos de desejo mais procurados pelas crianças estão na faixa de R$ 30

O Dia da Criança promete muitas novidades neste ano. E o melhor, com preços menores. Com 900 lançamentos, a garotada deve fazer a festa. Por enquanto, quem comemora são os comerciantes da 25 de Março, no Centro da capital.

Os  personagens do  desenho  Toy Story, como Woody e o Buzz Lightyear, estão entre os mais procurados e têm preços mais acessíveis, na faixa de R$ 30.
Um dos mais pedidos no ano passado, a  linha Ben 10, o menino-herói, continua em alta e conquistou mais meninos que sonham com as aventuras alienígenas dos desenhos. Se acha de tudo do personagem: de reloginho digital a carros. É garantia de venda. E os preços variam de R$ 9,90 a R$ 137,90.
"Estoque é o que não falta porque se não vender agora, vende no Natal", falou Ondamar Ferreira, gerente da Armarinhos Fernando, tradicional loja da 25 de Março.

Aos olhos das meninas, tudo o que é cor rosa reluz como ouro. Assim, a prateleira com produtos da Xuxa faz sucesso. Os brinquedos atendem gostos de mocinhas exigentes e trazem uma infinidade de detalhes, como o "Meu querido Diário",  com corações e adesivos.

Já na Comercial Gomes, também na Rua 25 de Março, as meninas se encantam pelos brinquedos para brincar de casinha. A marca Xalingo lançou a pia, a banheira, a lava-louça, o fogão, o microondas, a máquina de lavar, entre vários outros produtos. Claro, nas cores rosa e branco. A média de preço é de R$ 40. 

Vendas maiores / As vendas do Dia da Criança representam 40% do faturamento dos fabricantes de brinquedos, enquanto as do Natal, 30%. E não é para menos, os pequenos sabem o que pedir. "Não deixo a data passar em branco. Eles pedem e negociamos o que podem levar", disse a comerciante Paula Westin, de 27 anos, que foi com os filhos Matheus, de 8 anos, e Cayque, de 5 anos, para comprar brinquedos em lojas da rua comercial mais agitada e famosa de São Paulo.

Os comerciantes estão otimistas. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), as vendas neste ano cresceram 7%, principalmente por conta  dos preços que ficaram cerca de 4% menores neste ano. A mágica é simples: os fabricantes aumentaram a produção.

O resultado se vê nas prateleiras. Os pais têm muita opção e os estoques das lojas estão lotados. O que sai mais, em geral, são os produtos licenciados, aqueles que pegam emprestados os personagens de filmes e desenhos animados.

Fiscalização para proibir venda de brinquedos sem segurança

A   Fundação  Procon-SP  fiscalizou  120  estabelecimentos  localizados  em shoppings  e  ruas  de  comércio  da  capital  durante  a "Operação Dia das Crianças", no período de 28 de setembro a 1º de  outubro. A intenção era coibir ações irregulares e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor. Os  fiscais  constataram  54 irregularidades e autuaram 23 estabelecimentos. A diferença ocorre porque algumas lojas apresentaram mais  de  uma  situação  irregular.

Os principais problemas encontrados foram: ausência do selo de certificação do  Inmetro;  ausência  de  informação sobre o fabricante, importador ou   distribuidor do brinquedo; ausência  de informação  em  língua portuguesa; e falha na informação sobre validade. Os  fornecedores  podem ser multados.

Veículo: Diário de S.Paulo

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