terça-feira, 14 de setembro de 2010

:: Classes C e D compram mais e buscam qualidade e bom preço ::


As redes de supermercados apostam no aumento do poder de compra das classes “C e D” para expandir os negócios.

O empresário José Dantas fabrica suplementos para esportistas e produtos como capuccino, achocolatados, curau e sopas. Ele aposta na grande massa de consumidores brasileiros para aumentar os negócios.

“Eu acredito que a classe C e D ainda vão prevalecer e é um grande consumo dessa classe e é nosso intuito fazer produto voltado para ela”, comenta José Dantas.
Hoje, na linha de alimentos, 40% dos produtos da fábrica são direcionados para o consumo popular.

“O consumo da classe C e D aumentou muito, no que diz respeito a produtos que antes eles não consumiam, tipo cappuccino, por exemplo, que era uma classe A, B que consumia. E hoje eles querem o quê? Esse mesmo produto, com a qualidade que a classe A, B consomem com o preço compatível com o deles e a qualidade acima de tudo”, destaca o diretor de marketing Alexandre Nasser.

Na fábrica, os produtos de marca própria se destacam. São aqueles encomendados com a marca de clientes, como redes de supermercados e distribuidores. Um sistema que oferece margem de lucro pequena para o fabricante, porém com baixíssimo risco.
“A marca própria é menos risco porque o nosso cliente nos fornece, na maioria dos casos, eu diria até 100%, as embalagens e as matérias-primas. Alguns clientes fornecem parte da matéria prima e o resto a gente fornece, então o risco pra nós é zero”, José Viotto, consultor da fábrica.

A primeira estratégia para baixar custos é eliminar perdas. Na fábrica, a maior parte da matéria prima é feita de pó de cacau, leite e açúcar. Mas, trabalhar com pó exige cuidado. Ele se perde por tubulações, dispersa no ar e gera desperdícios invisíveis, mas importantes. Para controlar o gasto, a empresa encurtou o processo produtivo. Agora, a matéria-prima percorre apenas sete metros de extensão, da mistura até o envase final.

“Você vai acumulando esse pozinho que fica, esse que sai, que fica no caninho da máquina, enfim chega no final do ano, você vai ver quanto você comprou e quanto você conseguiu produzir, né? A gente conseguiu reduzir nosso desvio padrão, nossa perda da fábrica, em 12 toneladas por ano, mais ou menos”, conta Alexandre Nasser. “É uma economia considerável!”, completa.

E a empresa também descobriu o valor de certas matérias primas, nem sempre percebido pelos concorrentes.

Alguns grãos são chamados: “fora de especificação”. São produtos partidos, manchados, que a indústria rejeita. Mas é a mesma matéria-prima dos grãos inteiros, só que 30% mais barata. E como tudo vai ser moído, pra virar sopas e curaus, a única diferença que o consumidor sente está no bolso.

São grãos de vários tipos, como milho, ervilha e arroz. Eles são misturados, aquecidos e expandidos por um processo chamado extrusão, que descontamina o produto. Depois, tudo é moído de novo. Com o tempero, a mistura se transforma em uma sopa em pó, vendida R$1 o saquinho. Hoje a empresa produz 13 toneladas de sopa por mês. E a previsão é ir bem além.

“É um produto de qualidade classe A, para um público C e D. Nosso objetivo é exportação para países em desenvolvimento, principalmente, África e Oriente Médio”, comenta José Dantas.

Para fabricar alimentos em pó, é preciso comprar equipamentos como extrusora, misturadora e embaladora. O empresário calcula um investimento de R$ 1 milhão.
Além de preço e qualidade, o processo de produção conquista o consumidor com outras vantagens. Hoje a empresa faz mais de 100 produtos de marca própria.
No caso do curau de milho, é só misturar com leite, aquecer, e em três minutos está pronto. É prático e ainda economiza gás na cozinha!

“Tudo hoje é economia, pelo fato de você ter economia em termo de cocção já ajuda muito no teu salariozinho, no dia a dia. Isso quem mora em fazenda, em interior e tem um poder aquisitivo baixo ele vai contar isso aí, ele vai contar centavo por centavo”, comenta José Dantas.

Os produtos com marca própria são vendidos para supermercados como este. As três maiores redes do país vão reservar um terço dos investimentos, nos próximos anos, para as classes C e D.

“Estes consumidores são atentos e exigentes”, garante o presidente da associação brasileira de supermercados, Sussumu Honda.

“Essa classe é uma classe que está entrando no consumo agora, então você tem necessidade de produtos, eu diria mais específicos. Mas não só produtos. Produtos voltados pra essa classe, tem que ter qualidade, mas tem que ter preço competitivo. E o varejo também tem que modelar suas lojas pra atender essa classe que não demanda tanta prestação de serviço, mas quer o atendimento como ocorre nas grandes lojas, nos grandes hipermercados”, comenta ele Sussumu.

Os produtos com marca própria são oferecidos em embalagens econômicas e há descontos para a compra em quantidade. E o supermercado atende ao desejo do consumidor: qualidade e preço.

“Eu procuro produtos bons e baratos. O carrinho está cheio. Peguei o que eu achei em conta hoje.” Cristina Magalhães, cliente.

“Não tenho problema com marca. O que está mais em conta, tem que defender um pouco o meu bolso, né?”, finaliza Inácia Torres, outra cliente.
Veículo: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

:: Pesquisa mostra entrada de 29 milhões na classe C desde 2003 ::


De 2003 a 2009, um total de 29.063.545 brasileiros ascenderam para a classe C, a chamada nova classe média. Somente entre 2008 e 2009, período da crise financeira internacional, 3.172.653 pessoas passaram a fazer parte da classe C. Os dados constam da pesquisa "A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres", divulgada na última sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

"Essa classe já representa mais da metade da população e tem um grande poder político e econômico, pois detém o maior poder de compra da população", afirmou o pesquisador e responsável pela análise, Marcelo Nery. O estudo foi feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), relativa a 2009 e divulgada esta semana pelo IBGE, apontam que o número de brasileiros que compõem a nova classe média, cuja renda varia de R$ 1.126 a R$ 4.854, chegou a 94,9 milhões de pessoas e ultrapassou pela primeira vez os 50% da população.

De julho de 2009 ao mesmo mês de 2010, a renda média dos brasileiros cresceu 7,7%, mostrou o estudo da FGV. O percentual é superior à média anual de 3,8% registrada de dezembro de 2002 a dezembro de 2008. O levantamento revelou ainda que o índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou 1,4% entre julho de 2009 e julho de 2010. "A desigualdade continua em queda, o processo de emergência da classe média é sustentável e diferente da Índia e da China, que crescem economicamente, mas nem tanto com redução de desigualdade", comentou Nery.

Ele disse ainda que o forte aumento da renda registrado no período também é resultado do fato de o País estar às vésperas de eleições. Segundo o pesquisador, este movimento costuma ocorrer em períodos que antecedem a ida dos brasileiros às urnas para a eleição presidencial.

O estudo identificou ainda que o crescimento do País nos últimos anos está mais baseado em geração de renda do que em consumo. Enquanto o índice sintético de potencial de consumo aumentou 22,6% entre 2003 e 2008, o índice de geração de renda subiu 31,2%. Para Nery, isso indica crescimento sustentável.

De acordo com o responsável pela pesquisa, "não é só crédito e programas sociais [a razão do crescimento da renda] - o Brasil foi para a escola nos anos 90, conseguiu trabalho com carteira assinada, está contribuindo para a Previdência, está investindo em computadores", comentou.
Veículo: DCI

:: Varejo online faz promoção conjunta ::


As principais redes varejistas com operações de comércio eletrônico começaram ontem uma série de promoções conjuntas, com descontos de até 70% nos produtos, frete grátis e parcelamentos em até 12 vezes. Batizada de Detonaweb, a nona edição reúne sites como Americanas, Carrefour, Comprafacil, Extra, Magazine Luiza, Marisa, Ponto Frio, Submarino e Walmart. As promoções, que seguem até sexta-feira, dia 17, podem ser acessadas pelo site da campanha, por meio do endereço eletrônico www.detonaweb.com.br.

Segundo o diretor executivo da camara-e.Net, Gerson Rolim, a expectativa é de um aumento em até 50% nas vendas quando comparado ao evento do ano passado. Em 2009, o site da campanha recebeu mais de 690 mil acessos de internautas nos cinco dias de ofertas. "Reunindo de forma inédita 20 varejistas online temos a possibilidade de proporcionar ofertas para todas as categorias", disse Rolim.

"Com este tipo de iniciativa, temos condições de oferecer produtos para consumidores que, até então, não pensavam em adquiri-los por meio da Internet." Este ano, as ofertas estão reunidas no portal da promoção, ao contrário de outros anos, quando as varejistas ofereciam diretamente em seus sites. "Neste formato, proporcionamos uma maior concorrência entre os participantes, com atualizações ao longo do dia das ofertas", afirmou o representante do comitê de varejo online da camara-e.Net, Jonas Ferreira. Conforme ele, os preços não são combinados entre as redes varejistas, "garantindo transparência e competitividade".

Segundo Rolim, a expectativa para este ano é de um crescimento de 35% do número de pessoas que vão às compras na internet, o que representaria uma base de 23 milhões de consumidores. "O aumento do número de pessoas com acesso à internet e o aumento da frequência das compras levaram o setor a crescer 40% em média nos últimos anos", destacou Rolim.
Veículo: Diário do Grande ABC

:: Lojas se preparam para o Natal ::


Encomendas em Minas Gerais deverão registrar uma expansão de 20% neste ano. 

O setor supermercadista de Minas Gerais já está se preparando para abastecer as lojas para o Natal, considerada pelo varejo como a melhor data do ano em vendas. As encomendas no exterior tiveram início em março e foram até 30% maiores na comparação com o ano passado, estimuladas pela desvalorização do dólar frente ao real. Já os pedidos internos devem começar entre o final deste mês e início de outubro. Diante do cenário econômico positivo, a estimativa das redes e centrais de compras no Estado é que as encomendas tenham expansão na casa dos 20%.

Boa parte das compras é de produtos típicos para as festividades de final de ano, como vinhos, espumantes, geleias, bacalhau, peixes, frutas secas e panetones, além de artigos para presentear durante o Natal, a chamada linha bazar. Para atender ao aumento da demanda, a atividade deve contar com o trabalho dos temporários, que devem ser contratados em dezembro e chegam a representar aumento do efetivo de 10% frente a novembro.

Na rede Super Nosso, que conta com 12 lojas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), as perspectivas para o último mês do ano são otimistas, segundo o diretor da empresa, Euler Fuad. "Devemos superar o resultado do ano passado", ressaltou. A estimativa é de alta de 15% a 20% na comercialização de produtos para o Natal ante igual intervalo de 2009.

Ele afirmou que para os importados as perspectivas são ainda melhores em razão da boa aceitação dos produtos, além da influência positiva do câmbio. "No geral, os preços não tiveram alterações, se mantiveram estáveis. Agora, em alguns casos, dependendo dos artigos há quedas que chegam a 8% frente ao ano passado", observou. A projeção é de crescimento na venda dos produtos provenientes do exterior é de 30%.

Fuad explicou que, em razão dos prazos, a compra dos importados começou em maio e apresentou expansão de 30% ante 2009. Já a programação para a aquisição de produtos nacionais teve início em agosto e a estimativa é que as encomendas tenham alta de 15% a 20% frente ao exercício passado.

Enquanto que, para os produtos de fora do país, o cenário é marcado pela estabilidade, os produtos nacionais, conforme o diretor, estão de 5% a 10% mais caros neste ano.

Ele ressaltou que a contratação dos temporários acontece no último mês do ano e chega a representar um incremento de 10% do efetivo das lojas frente a novembro. Atualmente, a rede de supermercados conta com cerca de 2 mil funcionários.

A rede Super Nosso, com 12 lojas na RMBH, prevê crescimento de 15% a 20% nos pedidos para o Natal

Negociação - A rede ABC, com sede em Divinópolis, região Centro-Oeste, ainda não fez as encomendas nacionais, segundo o diretor-presidente da empresa, Valdemar Martins Amaral. Ele frisou que as compras para abastecer as 21 lojas deverão começar até outubro. "Estamos na fase de negociação", disse.

Ele afirmou que os pedidos feitos pela empresa, considerando as novas unidades, devem ser 18% maiores frente aos efetuados no ano passado. "Levando em conta o mesmo número de lojas de 2009, o incremento deve ser na casa dos 10%", ressaltou.

Com o câmbio favorável, Amaral salientou que as compras de produtos importados tiveram expansão de 25% neste ano ante o anterior, com destaque para artigos provenientes da Argentina, Chile, Panamá e Itália. Ele afirmou que, apesar de o dólar estar cotado abaixo dos R$ 2, os preçod dos produtos se mantiveram praticamente estáveis.

Para o Natal, o presidente da rede estima incremento nas vendas de 25% em comparação com o resultado de 2009, considerando o aumento do número de lojas, que hoje está presente em dez municípios mineiros. Levando em conta a mesma quantidade de filiais, a perspectiva é de expansão de 15% na comercialização.

A União dos Supermercados do Sul de Minas (Unissul), com sede em Pouso Alegre, também não iniciou as compras para o final do ano, segundo o presidente da central de compra, Carlos Magno de Souza Fonseca. "Devemos fazer os pedidos em outubro", disse. A expectativa é que as encomendas neste ano sejam 10% maiores do que as feitas no exercício passado.

Assim como a rede de supermercados ABC, a central de compras deve contratar alguns temporários em dezembro. A estimativa da Unissul é que o efetivo tenha expansão de 3% a 4% no último mês de 2010 ante novembro do mesmo exercício.
Veículo: Diário do Comércio – MG

:: Cresce acesso das famílias a bens duráveis, diz IBGE ::

O acesso das famílias brasileiras a bens duráveis -produtos como automóveis, geladeiras, e máquinas de lavar- cresceu de 2008 a 2009. É o que mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quem comemora são as empresas do varejo que comercializam esses tipos de produto, como as redes do Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart, além de Magazine Luiza e Casas Bahia, por exemplo.

De acordo com o instituto, em um universo estimado em 58,5 milhões de domicílios, a fatia de residências que possuem carro aumentou de 36,4% para 37,4% de 2008 para 2009, totalizando 21,9 milhões de domicílios com carro. Já a fatia de residências com motocicleta cresceu de forma mais intensa, de 14,7% para 16,2% no período, ou 9,4 milhões de unidades domiciliares.

No caso de geladeiras, o percentual de domicílios com este produto subiu de 92,1% para 93,4% de 2008 para 2009, totalizando 54,7 milhões de residências. A penetração de máquinas de lavar roupa nos lares brasileiros em 2009 também mostrou avanço, e a fatia de domicílios que têm este produto saltou de 41,5% para 44,3% no mesmo período, somando 25,9 milhões.

A pesquisa também mostrou aumento da participação de moradias com televisão, de 95,1% para 95,7% no período, ou 56 milhões de residências. Desde 2008, o IBGE também investiga o avanço do DVD nas residências brasileiras. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios mostrou que, de 2008 a 2009, o percentual de lares com este aparelho subiu de 69,4% a 72%, totalizando 42,1 milhões de moradias.
Veículo: DCI

:: Serviço no varejo movimenta R$ 1,4 bi ::

Instalação de computadores e TVs e garantia estendida são a nova fronteira da competição das grandes redes

Crescimento favorece as empresas que instalam e consertam eletrônicos para quem ignora os manuais de instruções

Instalação de TVs e computadores e suporte a equipamentos, realizados em parceria com empresas especializadas, começam a fazer parte do cardápio trivial de serviços de redes como Extra, Ponto Frio, Casas Bahia, Carrefour e Walmart.

Segundo a Folha apurou, essas ofertas já movimentam cerca de R$ 400 milhões por ano. Na categoria garantia estendida, as cifras chegam a R$ 1 bilhão. "Hoje o varejo brasileiro é o terceiro maior do mundo, atrás apenas do de Índia e China. Quanto mais madura a população, mais ela gasta com serviços", diz Marcos Gouvêa, da Consultoria GS&MD-Gouvêa de Souza.

O varejo movimenta hoje no país R$ 487,5 bilhões, sendo que eletroeletrônicos e móveis respondem por 16% desse valor, ou R$ 78 bilhões.

Em geral, as redes vendem os serviços de instalação e suporte como uma oferta complementar aos eletrônicos. Com isso, são remuneradas por parceiros como a TecTotal, empresa paulista especializada que tem entre os sócios os fundos Intel Capital e Ideiasnet e a Telefônica.

Diante de margens apertadas e com a competição cada vez mais acirrada, grandes redes de varejo estão reforçando a aposta em serviços. "A receita com serviços hoje é pequena comparativamente, mas a tendência é de crescimento", afirma.

CONSOLIDAÇÃO

Segundo Gouvêa, diferentemente dos demais emergentes que apresentam grande pulverização, no Brasil, as redes consolidadas já abocanham boa parte do mercado. "Diante disso, é essencial que as redes mirem serviços para fugir da guerra de preços, que é prejudicial", diz.

Estima-se que a margem de lucro das redes de varejo para computadores esteja entre 20% e 25%, enquanto a de linha branca é de 30%. Embora expressivos, os números estão em constante pressão, segundo analistas.

EQUIPE PRÓPRIA

A investida em serviços não é novidade para muitos dos varejistas. O Carrefour, por exemplo, criou seus serviços em dezembro de 2007.

Diante do crescimento das oportunidades, porém, algumas redes estão criando diretorias específicas para a área.

A Fnac é um dos exemplos. A companhia acaba de nomear o francês Pierre Paparemborde, egresso do Carrefour, para reforçar a área, que oferece instalação de TVs e computadores. Também está incluída nessa categoria a venda de ingressos para shows e jogos.

Paparemborde deverá preparar a estrutura para a oferta de impressão de fotos sob demanda e download de músicas e livros, que já é oferecida na França. A expectativa é que parte desses serviços seja oferecida ainda em 2010. Ponto Frio e Casas Bahia também têm diretorias e equipes específicas para a oferta de serviços e acreditam que elas será uma das fontes de renda mais importantes nos próximos anos.
Veículo: Folha de S.Paulo

:: Apesar dos modelos 3D, brasileiro prefere LCD e Plasma ::

A televisão 3D, que permite a visualização de imagens em três dimensões com o auxílio de óculos, nem bem chegou ao Brasil, mas já é familiar aos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor, constata que 62% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de TV 3D com óculos.

Quanto mais jovem, maior o grau de conhecimento do aparelho. De acordo com o estudo, entre os entrevistados dos 18 aos 24 anos o percentual chega a 74%, e cai para 52% entre os que têm mais de 56 anos. Já os homens superam as mulheres em nível de conhecimento, 66% contra 58%.

Regionalmente, a nova tecnologia é mais lembrada no Sul do país, com 64% das citações. Enquanto isso, os consultados do Norte e Centro-Oeste são os mais alheios à TV 3D, 40%. E os integrantes das classes A e B superam os da C e D em familiaridade com a novidade, 70% contra 54% respectivamente.

No que diz respeito à TV de Led, apenas 41% dos entrevistados estão cientes da existência da tecnologia. Os homens lembram mais deste modelo de televisão do que as mulheres, com 52% versus 32%. Os entrevistados dos 18 aos 34 anos também são maioria, com 49% das citações.

Na análise por classes, observa-se uma diferença notória. Mais de metade das pessoas das classes A e B, 52%, conhecem o aparelho de Led, enquanto que este número desce para menos de 1/3, 31%, entre os entrevistados das classes C e D.

Apesar de ser conhecida por apenas 41% dos participantes da pesquisa da GfK, a TV de LCD/Plasma é, no entanto, a mais cobiçada pelos brasileiros. 49% dos entrevistados optariam pelo modelo se fossem comprar uma televisão hoje e os preços fossem semelhantes. A TV 3D com óculos aparece em seguida, lembrada por 27% dos consultados, e a TV de LED recebeu 15% das indicações.

Dos 49% que citaram o modelo de LCD/Plasma, as mulheres são as mais interessadas em adquiri-lo, 53%. Também têm a mesma intenção os entrevistados a partir de 45 anos (55%), do Nordeste (53%) e das classes C e D (58%).

Já a TV 3D, apontada por 27% dos pesquisados, é a preferida daqueles dos 18 aos 24 anos (41%), das classes A e B (34%) e do Norte e Centro-Oeste (32%). Homens e mulheres têm praticamente o mesmo índice de pretensão, 27% e 28% respectivamente.

Dos 15% que têm intenção de adquirir um aparelho de Led, o desejo é maior para os consultados dos 25 aos 34 anos (21%), das classes A e B (21%), do sexo masculino (20%) e do Sudeste do país (17%).

A GfK ouviu mil pessoas, a partir dos 18 anos, de 12 cidades das regiões metropolitanas do Brasil, entre os dias 6 e 26 de maio deste ano.


Android - A Samsung cogita usar o sistema operacional Google Android em modelos de televisores que acessam a internet, revelou Yoon Boo Keun, responsável pela divisão de TVs da empresa sul-coreana, em um fórum em Seul.

Segundo o site da Bloomberg, uma das questões-chave do negócio é a disponibilização do conteúdo on-line, que dependeria de acordos de empresas sul-coreanas com o Google.

Assim como o 3D, o acesso a serviços on-line é uma das atuais tendências do mercado de televisores.  um recurso que deve aparecer em um número maior de modelos nos próximos anos.

Em maio, o Google anunciou a entrada no mercado de televisores com o Google TV, uma plataforma baseada no Android que, embutida em set-top boxes e televisores, permitirá aos usuários acessar diverso material on-line. Outras empresas envolvidas no projeto são Intel, Sony e Logitech.

A Sony, uma das maiores concorrentes da Samsung, deve lançar ainda neste ano um televisor com o Google TV.

Mais recentemente, a Apple anunciou que também está no jogo. O Apple TV é um receptor digital que, conectado ao televisor, oferece ao usuário conteúdo de serviços como iTunes, YouTube, Netflix e Flickr.


Eletroeletrônicos - Com o fim da Copa do Mundo, os produtos eletroeletrônicos estão ainda mais baratos. É o que revela a análise do Índice de Preços no Varejo (IPV), aferido pela Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Na comparação entre julho e junho, o resultado geral do IPV se manteve estável. No ano, o indicador acumula alta de 1,63% e, nos últimos 12 meses, de 1,56%.

Segundo a assessora econômica da Fecomercio-SP, Júlia Ximenes, com o término da Copa da África surgiram várias promoções no comércio varejista, o que pressionou os preços médios dos produtos eletroeletrônicos para baixo. "O setor recuou 1,57% em comparação a junho, a nona queda consecutiva", destacou.

A economista afirma que as promoções pressionaram ainda mais os preços do setor que, no ano, acumula variação negativa de 6,53% nos preços médios de seus produtos. "A concorrência desleal do comércio informal e a rápida obsolescência dos equipamentos eletrônicos são o motivo desta queda continuada", apontou Júlia Ximenes.

Dos outros 20 grupos que compõem o IPV, nove registraram variação negativa em julho, sendo a queda no preço médio do setor de Feiras a que mais se destaca. Em relação a junho, o setor apresentou recuo de 1,88%, a quarta retração consecutiva. Somado a isto, os preços médios dos produtos de Supermercados também caíram 0,03% em comparação com o mês anterior, o que contribuiu para um reajuste dos preços dos produtos alimentícios. "Em 2010, os alimentos já acumulam variação negativa de 0,09%", afirmou a economista.

Segundo Júlia Ximenes, o segmento de Vestuário, Tecidos e Calçados reverteu a tendência de alta que vinha apresentando e apresentou retração de 0,28% ante junho. O comportamento do setor, no entanto, se deve à sazonalidade do setor. " comum haver queimas de estoque antes da troca da coleção de outono-inverno para a de primavera-verão", explicou.

Os outros grupos de produtos que apresentaram queda de seus preços médios em julho foram: Floriculturas (-3,16%), CDs (-1,34%), Jornais e Revistas (-1,09%), Livrarias (-0,36%), Autopeças (-0,32%) e Eletrodomésticos (-0,09%).
Veículo: Diário do Comércio – MG