segunda-feira, 29 de junho de 2009

Intenção de Compra no Varejo.

Intenção de compra do varejo cresce, mas consumidores vão gastar menos.


SÃO PAULO - Os consumidores pretendem comprar mais no varejo, mas têm a intenção de gastar menos com os produtos adquiridos. Foi o que revelou uma pesquisa divulgada em 14/04 pela Fundação Instituto de Administração (FIA), em conjunto com a Felisoni Consultores Associados.

O levantamento mostra que 72,4% dos consumidores pretendem comprar no próximo trimestre pelo menos um bem de consumo das dez categorias abordadas pelo estudo, enquanto que no mesmo período do ano passado, este percentual era de 63,2%. O avanço também é registrado com relação ao primeiro trimestre deste ano, no qual 66,6% dos entrevistados se mostraram interessado no consumo.

"O aumento da tendência de consumo mostra que as pessoas ainda querem comprar no varejo, mesmo em um ambiente de crise", afirmou Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo da FIA (Provar).

O estudo aborda os produtos eletroportáteis; de cama mesa e banho; material de construção; telefonia celular; automóveis e motos; eletroeletrônicos; móveis; cine e foto; linha branca e informática. Entre estas categorias, a de informática lidera, com 15% dos consumidores mostrando intenção de comprar estes itens. Em seguida, vem a linha branca, com 12,8%, e cine e foto, com 12,4%.

No período analisado, das dez categorias, seis tiveram aumento da intenção de compra frente ao segundo trimestre de 2008.

Por outro lado, com relação às expectativas de gastos, os consumidores se mostraram mais reticentes: apenas duas apresentaram variação positiva na mesma base de comparação.

"Ao mesmo tempo que os consumidores continuam querendo comprar, eles estão mais conservadores na hora de gastar e querem reduzir seus gastos por produto consumido", afirma Felisoni. Ele explica que a crise gerou sérios problemas de confiança, o que faz com que os consumidores tomem mais cuidado com o valor que gastam.

"Os aspectos psicológicos desta crise se mostram determinantes. Por mais que as pessoas tenham recursos para a compra e pretendam comprar mais, estão se atentando as suas expectativas futuras", completa ele. No primeiro trimestre deste ano, as pessoas pesquisadas se mostraram aptas a pagarem R$ 22,2 mil por um automóvel, de acordo com o levantamento. Já no período que vai de abril a junho, a pretensão de gasto caiu para R$ 15,8 mil.

Outra explicação para estes resultados, segundo a pesquisa, é a expectativa de queda dos preços dos produtos do varejo. "A deflação explica a maior intenção de compra, ao mesmo tempo que explica a menor intenção de gastos", afirma o coordenador do Provar.

A pesquisa mostrou ainda que os consumidores pretendem comprar mais pela internet.

A pesquisa abordou 500 pessoas da cidade de São Paulo e foi realizada na segunda quinzena de março.

Vanessa Dezem | Valor Online

Comércio eletrônico não sofre com a crise.



De acordo com uma pesquisa da eMarketer o e-commerce americano não foi tão afetado pela crise. Espera-se que o setor movimente 131,9 bilhões de dólares, apenas 0,4% menos que no ano passado.

Se, como preveem os economistas, a recessão dos Estados Unidos terminar esse ano, as vendas online de 2010 poderão crescer até quase 10%, acumulando 144,7 bilhões de dólares. A eMarketer indica ainda um crescimento superior a 10% ao ano a partir de 2011, até 2013.

Um dos analistas da eMarketer, Jeffrey Grau, explica que uma pequena queda já era esperada. “Quanto maior ficam as vendas online, mais dicíl fica manter um alto nível de crescimento anual”. Para, ainda assim, explicar a retomada do aumento das vendas, Grau diz que ele acontece porque a cada ano as pessoas fazem compras maiores pela internet.

O mercado americano hoje conta com cerca de 144,2 milhões de possíveis compradores online, ou 84,2% dos internautas. A mesma pesquisa confirma que até 2013, esse número chegará a 177,7 milhões de pessoas, 90,5% dos usuários de internet. “Isso significa que quase nove entre dez pessoas que usam a internet, farão pesquisas, comparações e compras online esse ano”, disse Grau.

Fonte: Mariana Amaro do Info Online

TV paga chega a 6,4 milhões de residências brasileiras.


O número de assinantes de TV paga cresceu 17,6%, em relação ao primeiro trimestre de 2008, e chegou a 6,4 milhões de residências no Brasil. Os dados são do Levantamento Setorial - Operadoras da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) e da SETA (Sindicato das Empresas de TV por Assinatura).

Outro setor que apresentou crescimento foi de internet de alta velocidade, com 2,8 milhões de usuários, cerca de 43% a mais do que no mesmo período do ano passado.

O faturamento da indústria de TV por assinatura cresceu 27% e ficou com R$ 2,5 bilhões. O setor também apresentou melhora no número de empregos diretos, o aumento foi de 16,3% com 17 mil funcionários.

Para Alexandre Annenberg, presidente da ABTA e da SETA, a TV paga continua se desenvolvendo e o serviço ainda deve melhorar. "A programação variada nos canais pagos ganha valor nesse contexto, pois é mais uma opção de entretenimento para o brasileiro. Além disso, as empresas do setor continuam a investir em melhorias, como alta definição e outras tecnologias, sempre em busca de aumentar a qualidade dos serviços oferecidos aos assinantes".

Redação Adnews