terça-feira, 11 de agosto de 2009

:: CURTINHAS ::

Audiências do final de semana
Veja algumas audiências publicadas na coluna de Patricia Kogut no O Globo.

Globo
Paraíso - 25 (sexta) e 23 (sábado)
Caras & bocas - 30 e 26
Caminho das Índias - 41 e 35
Decamerão - 18
Faustão - 15
Fantástico - 21
No limite - 13

Rede TV!
Pânico na TV - 9

SBT
Domingo legal - 8
Programa Silvio Santos - 13
Domingo animado - 5


GLOBO
Globo promete reagir contra A Fazenda

Segundo nota da coluna “outro canal”, a Globo promete mudanças para a próxima edição do reality “No limite”, que perdeu no Ibope no ultimo domingo para “A Fazenda” da Record, registrou 21,3 pontos. Chegou a dar quase o dobro (24 a 12,2) em um intervalo comercial.
Entre as mudanças está a não formação de paredão, a decisão de quem deve sair partirá da equipe perdedora da prova, exibição de provas onde os competidores comem coisas nada agradáveis. A nota conclui que a missão da Globo não será nada fácil, pois o reality da Record está em sua última semana, sem mencionar que a Record não coloca intervalos durante o programa “A Fazenda”.


SBT
SBT encosta na Record na média da audiência em julho

Segundo a coluna “ooops” o SBT encostou em julho na Record ameaçando sua vice-liderança, faltou apenas um décimo para conseguir empatar, segundo dados do Ibope nas 24 horas do dia, de junho para julho o SBT cresceu de 4,7 para 4,9 enquanto a Record caiu de 5,8 para 5,5. Se perdesse um décimo e ficasse com com 5,4, as emissoras empatariam em 5 a 5 na média.

SBT já tem título da próxima novela
Segundo “canal1” Uma rosa com Amor pode ser a próxima novela de Tiago Santiago no SBT, segundo a coluna, a adaptação já esta pronta para marcar a estréia do autor no SBT. “Uma rosa com amor” foi exibida na TV Globo entre 18 de outubro de 1972 e 3 de julho de 1973. A novela vai inaugurar uma novo horário, será exibida as 7 da noite.


BAND
Novo noticiário

Estreou na segunda-feira (10) as 22h, seu novo noticiário em formato de revista “VídeoNews” que irá abordar assuntos mais leves do cotidiano.


RECORD
A Fazenda leva a melhor nesse domingo

Nesse domingo (segundo dados do Ibope e divulgados pela Folha), o reality da Record registrou média de 21 pontos, contra 13 da Globo.

Record já tem o substituto para Roberto Justus
João Doria Jr é o novo contratado da Record e vai apresentar o programa “O Aprendiz” no lugar de Roberto Justus. O contrato é valido por 2 anos e começa em 2010.


CINEMA
G I Joe supera A Era do Gelo 3

O filme G I Joe, superou a Era do Gelo 3. Levou 215.000 pessoas aos cinemas contra 186.000 espectadores do desenho animado nesse final de semana.


MERCADO
Os Cds mais vendidos no Brasil

Os CDs mais vendidos no Brasil segundo dados da ABPD/Nielsen na ordem são: álbum Thriller, de Michael Jackson, o primeiro lugar entre os mais vendidos; em segundo, trilha sonora da novela "Paraíso" - Som Livre; em terceiro, Greatest Hits, também de Jackson; em quarto, Beyoncè - Sony; e em quinto, Victor & Leo – Sony.

Fonte: curtinhass.blogspot.com.br

:: Pesquisa revela reconhecimento das marcas pelo varejo ::

Pesquisa Reconhecimento de Marcas, realizada pela Revista Supermercado Moderno, revela as principais marcas em share of mind entre os supermercadistas brasileiros - aquelas que o varejista julga as mais vendidas em suas lojas. Neste ano, foram ranqueadas marcas de 194 categorias, sendo 185 bens de consumo de massa e 9 de equipamentos, insumos e serviços utilizados pelos varejistas.

Participaram da pesquisa 2.365 varejistas de todo País. São 12 as marcas que atingiram índices de preferência acima de 50%. O iogurte funcional Activia, as sandálias Havaianas e a torrada Bauducco ocupam as três primeiras colocações.

O estudo revela que, além de colocar novos lançamentos no mercado, algumas empresas conseguiram transferir sua imagem para outras linhas de produtos, que também levam seu nome. Bons exemplos disso foram as marcas Oral B e Salton. A primeira se destacou com crescimento de 3,2 pontos percentuais no índice de preferência de escova dental e 3,1 pontos percentuais de antisséptico - ambas na categoria higiene bucal. No caso da Salton, tradicional fornecedor de espumante, houve crescimento de 3,3 pontos percentuais em vinho tinto nacional e 1,9 pontos percentuais em vinho branco nacional.

Acesse a matéria na íntegra:
http://www.adnews.com.br/publicidade.php?id=92341

Fonte: AdNews.

:: Fim da crise: varejistas voltam a crescer ::

Grandes redes já superaram a turbulência e retomam seus planos de expansão e investimentos.

O segundo trimestre marcou a retomada no ritmo de crescimento da receita das principais redes varejistas, após a desaceleração resultante dos efeitos da crise financeira internacional sobre o consumo. Diante dessa nova realidade, algumas companhias revisaram as projeções de abertura de lojas ainda para este ano, estimuladas pelo favorável desempenho operacional do primeiro semestre. A partir do segundo semestre, os resultados devem ser beneficiados ainda pela redução das despesas financeiras, em razão da queda dos custos de captação e dos juros básicos (Selic).

Um dos principais casos de recuperação das vendas no varejo encontra-se nos segmentos de maior valor agregado, com destaque para B2W, empresa de comércio eletrônico resultante da fusão dos sites Americanas.com e Submarino. Antes da crise, a empresa vinha com um crescimento de 36% na receita consolidada, resultado que desacelerou para 12% no quarto trimestre de 2008 e 6% nos três primeiros meses deste ano.

Acesse na íntegra: http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=24197

Fonte: Diário do Comércio - SP (11/08/2009)

:: Classe C emergente e bem equipada ::

A popularização da tecnologia está criando novos hábitos e perspectivas. A seguir, cinco perfis da população conectada

De uns anos para cá, milhões de brasileiros que antes pertenciam às camadas mais pobres da população subiram de vida e começaram a fazer uma revolução no consumo. Com a queda dos preços e as formas de pagamento mais acessíveis, equiparam seu cotidiano com computador, internet banda larga, micro-ondas, telefone celular com câmera, bluetooth e MP3. Segundo o Instituto Data Popular, eles já respondem por 62% dos domicílios conectados à rede e 53% dos clientes de sites de compras. Com isso, aproximaram-se do comportamento das classes A e B. Em alguns aspectos, foram além. A melhor surpresa dessa ascensão das famílias de baixa renda foi que suas dificuldades iniciais diante da tecnologia se transformaram numa vantagem. Ao procurar entender como a tecnologia funciona, driblar o “inf ormatiquês” e o inglês dos programas de computador e encontrar as formas mais baratas de usar os recursos em seu favor, a classe C aprendeu a buscar soluções mais adequadas para seus problemas. E melhorou de vida.

Tudo isso foi observado por agências de pesquisa e publicidade interessadas em estudar o novo comportamento dos emergentes. A agência CO.R Inovação, de São Paulo, passou meses abordando pessoas na rua e visitando famílias em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife, em Curitiba e em Porto Alegre. Depois de cerca de 500 entrevistas, concluiu que uma das consequências mais importantes do acesso da classe C à tecnologia foi a valorização do ensino pelas mulheres.

A pesquisa mostrou que o primeiro computador numa casa de periferia normalmente é comprado para os adolescentes fazerem as tarefas escolares. Com o tempo, se transforma no computador da família. Segundo Mari Zampol, diretora da CO.R Inovação, as mulheres que foram mães muito jovens e interromperam os estud os agora estão se sentindo livres para voltar à escola, aproveitando inclusive a conveniência barata dos cursos a distância pela internet. “Quando descobriram que podiam estudar sem sair de casa, foram atrás de diplomas de níveis técnico e superior, cursos de idiomas e outras oportunidades de crescimento profissional”, diz Mari. Os jovens também são grandes protagonistas dessa inclusão digital. Mesmo sem saber inglês e com menos estudo, estão usando melhor os recursos do telefone celular que os jovens das classes A e B. “Esse pessoal se vira muito melhor em situações de crise”, diz Renato Meirelles, publicitário e fundador do Data Popular. A seguir, cinco novos perfis populares criados pela tecnologia.

Uma consequência importante do acesso da classe C à tecnologia foi a valorização dos estudos.

O farejador
O número do telefone celular de Claudio Silva circula de boca em boca entre os moradores de Osasco, na Grande São Paulo. Novatos na compra de compu tador e na contratação do serviço de internet banda larga a cabo, eles querem saber qual é a melhor configuração, o preço mais justo, o melhor custo-benefício: “Tem gente que me liga da loja e me pede para falar com o vendedor”. Claudio, de 41 anos, entende do assunto desde que trabalhava como instalador numa empresa de telefonia. De lá para cá, fez cursos, abriu uma empresa do ramo, passou a prestar serviço na região e tornou-se uma espécie de guru para quem ainda não domina o mundo da informática. Veio dele a ideia de compartilhar com o irmão sua assinatura de acesso à internet. O cabo está ligado ao computador de Claudio, mas um roteador na casa do irmão, no mesmo terreno, capta o sinal sem fio. Os dois dividem o custo ao meio. Ao saber do macete, outros vizinhos quiseram copiar a estratégia. E lá vai ele ensinar. Segundo as pesquisas da CO.R Inovação, a classe C está cheia de Claudios. São pessoas que desvendaram logo as tecnologias e tornaram-se referência na vizinhança . São formadores de opinião que ensinam os outros a escolher, comprar e usar os produtos.

A nova estudante
A dona de casa Rosa Maria Silvestre da Silva, de 51 anos, ainda “cata feijão” no teclado do computador. Quase não manda e-mail e muito de vez em quando visita os sites de seus programas de TV favoritos. Mas já colhe os frutos da presença da internet em sua vida. Mãe de três jovens adultos, todos com curso superior concluído ou em andamento, conheceu a internet por causa dos trabalhos acadêmicos dos filhos. E percebeu logo a diferença entre sua formação escolar, interrompida na antiga 4a série, e a quantidade de conhecimento que as gerações de hoje estão adquirindo com a ajuda da tecnologia. “O tempo passou. Vi que o que eu sabia era pouco”, diz Rosa. Ainda usa o Google apenas como dicionário. Mas, com a ajuda da filha mais velha, que não sai da internet, achou um curso supletivo e outro de informática, para perder o medo de mexer com arquivos. Rosa quer voltar a trabalhar como cabeleireira – e não parar mais de aprender.

A bem informada
Com acesso garantido a uma conexão de banda larga com a internet, todo tipo de informação chega mais fácil e rapidamente. A classe C também usa essa facilidade para defender seus direitos e planejar os deslocamentos pela cidade. É o caso da empregada doméstica Marcia Almeida. Na cozinha da patroa, Marcia ouve músicas e busca receitas novas na internet usando seu netbook, um pequeno computador portátil que ganhou da dona da casa e é conectado à internet por rede sem fio. Durante o dia, elas se falam pelo Skype. À noite, Marcia se fecha em seu quarto para assistir aos seminários da igreja evangélica transmitidos ao vivo pela internet ou para ir às compras. Para ela, a pesquisa pela internet é uma economia de tempo. Sem precisar tomar ônibus nem faltar ao trabalho, já consultou pacotes de viagens e agendou um atendimento para seu pai num posto da Previdência Social. Re centemente, comprou um perfume numa loja eletrônica usando o cartão de crédito. “Achei o preço melhor e ainda recebi em casa.”

A autônoma
Cristina de Barros Moreira virou dona de casa de novo, mas provisoriamente. Embora tenha largado o emprego há poucos meses para dedicar-se ao filho que está para nascer (seu sexto), ela não pretende ser dona de casa para sempre. Quando era mais jovem, queria ler e ter informações, mas tinha poucos recursos. Só quando arrumou um emprego conseguiu realizar seu sonho. “O único jeito de ter internet em casa era trabalhar fora”, diz. A partir daí, a vida ganhou novas perspectivas. Fez curso de informática, juntou dinheiro, comprou um computador para a família e deu um jeito de cuidar dos cinco filhos sem sair do escritório. Enquanto ela e o marido (na foto, ao fundo) trabalhavam fora, Cristina orientava as crianças sobre como preparar o lanche em casa usando o micro- -ondas. Como não podia telefonar usando a linha do escritó rio, instalou o Skype e deu um celular para cada um dos filhos mais velhos. Hoje, não abre mão dessa autonomia. Planeja abrir o próprio negócio e contar com a participação da família toda.

O descomplexado
Um celular na mão, internet rápida e muita curiosidade igualaram o padrão de vida dos jovens da classe C ao das patricinhas e dos playboys. Todos fazem fotos e vídeos e os compartilham em redes sociais, que também usam para consumir música, moda e qualquer assunto de seu interesse. João Carlos Rodrigues dos Santos, de 15 anos, não tem um smartphone, mas consegue transformar seu aparelho um pouco mais simples (e bem mais barato), comprado numa promoção, num transmissor de dados poderoso. Além de câmera VGA, MP3-player e bluetooth, seu celular tem vários programas baixados da internet. João vive fuçando na rede atrás de recursos que possa agregar a seu aparelho. Tudo de graça. Quando ele descobre uma vantagem nova, logo transmite pelo bluetooth para os am igos. Inclusive as trilhas dançantes das matinês da Vila Olímpia, área nobre de São Paulo, distante da periferia onde mora. A viagem de ônibus até a balada é longa, mas para ele vale a pena. “Prefiro o povo da Vila Olímpia. É mais decente.”

Fonte: Revista Época - SP (10/08/2009)