segunda-feira, 7 de junho de 2010

:: iPad pode mudar imprensa e publicidade ::

O iPad tem apenas dois meses de existência, mas já deu o que falar. Quando foi lançado, o gadget não tinha sequer uma categoria a ser inserido, então inaugurou a "tablet" e, desde então, se desdobra em diversos utilitários diferentes. A imprensa e o mercado publicitário se propuseram a explorar a nova plataforma e poderão figurar entre os mais beneficiados.

Imprensa

Diversas publicações brasileiras lançaram versões para o tablet (que ainda nem foi lançado no Brasil), mas o mercado internacional já tem números consideráveis sobre a plataforma. A editora Condé Nast, por exemplo, responsável pelas publicações Vanity Fair, Vogue e The New Yorker, estreou uma edição da revista Wired para iPad. A expectativa era de serem vendidas cinco mil cópias, mas o aplicativo foi baixado por 24 mil pessoas em apenas 24 horas, tornando-se o maior sucesso diário da Apple.

A revista tem 672 mil assinantes e vende cerca de 82 mil exemplares nas bancas. Com o aplicativo ao custo de US$ 5, tem-se uma ideia do sucesso que ele fez, abocanhando parte considerável da audiência da publicação.

Outras revistas já tinham feito seus experimentos, mas nenhuma deu tão certo quanto a Wired, que colocou no aplicativo anúncios interativos. A revista Sports Illustrated também promete sua versão, e com recursos de vídeo.

Publicidade

Já no campo da publicidade um bom exemplo é o de dois jovens engenheiros indianos formados em Stanford. Em cinco dias, eles desenvolveram um aplicativo que une 20 canais de informação, cada um com 20 notícias. Tudo à escolha do cliente, com fotos e textos.

Em poucos dias, o Pulse (como é chamado) conquistou 15 mil clientes, que pagaram US$ 4,99, cada um, pela novidade. Como resultado, os indianos recolheram US$ 40 mil e podem ficar milionários, se o sucesso se mantiver.

O aparelho

O iPad já vendeu mais de dois milhões de unidades no mundo todo, ao preço médio de US$ 500. No Brasil, mesmo antes do lançamento oficial, pode-se comprar um por cerca de R$ 2 mil. Pensando nisso, a Apple liberou a loja online para os brasileiros, que também podem comprar os aplicativos.

Com informações de Elio Gaspari, O Globo
Redação Adnews

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