Estudo da FIA aponta que acesso na classe C passará de 7% em 2008 para 60% em 2010.
O serviço de acesso à internet em alta velocidade passará por um salto nos próximos 10 anos as classes C, D e E. Projeção que faz parte da pesquisa Profuturo da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada ao Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, mostra que 60% da classe C terá acesso à internet em 2020, ante 7% em 2008. Na mesma comparação, o acesso das classes D e E passará de 1% para 25%. Mesmo a classe B, com 26% de penetração em 2008, chegará em 2020 com 90%, enquanto no topo da pirâmide o índice da classe A irá de 64% para 99%. Dois fatores são considerados cruciais para o crescimento da penetração da banda larga: redução de custo e aumento de computadores nas casas dos brasileiros. Com a ampliação da infraestrutura e o aumento de usuários de banda larga, o custo deverá diminuir nos próximos anos, na opinião de 60% dos pesquisados, o que poderá incentivar a navegação via celulares e computadores portáteis. Com ofertas que caibam no bolso dos consumidores de menor poder aquisitivo, a base da pirâmide social ficará mais conectada, exercendo pressão sobre os governantes para a criação de projetos de inclusão digital. Impactos para o país O governo federal há meses tenta, sem sucesso, lançar o Programa Nacional de Banda Larga, com a proposta de levar o acesso às populações em áreas distantes e mais pobres. No âmbito estadual há iniciativas pontuais, de inclusão digital, como o programa Acessa São Paulo, que registrou 45 milhões de atendimentos à população. Ao todo, são 591 postos em funcionamento em 520 municípios, mais de 4,6 mil computadores e 1,1 mil monitores. Atualmente, o programa está presente em 80% dos municípios paulistas. O pesquisador Antonio Thiago Benedete disse que os especialistas indicaram a ação governamental como importante, principalmente nos pontos remotos, e também observaram interesse maior das empresas em entrar para competir neste mercado.
Mais computadores
Quanto à penetração dos computadores nos lares, 19% dos especialistas consideram que esta seja a segunda alavanca para impulsionar a banda larga. No prazo de dez anos, os impactos da maior penetração da banda larga serão aumento da produtividade das pessoas e melhoria na qualidade de vida. Isto porque haverá mais acesso à informação, aumento na velocidade de transmissão de dados e novas possibilidades no trabalho. Para 69% dos pesquisados haverá elevação do PIB e melhoria nos processos da empresas, escolas e organizações. O estudo da FIA analisou dados atuais em relação a cada segmento socioeconômico. A pesquisa foi feita no final de 2009 junto a especialistas de todo o país. Os resultados poderão oferecer subsídios às empresas para que tomem decisões de investimento, afirmou Benedete.
Acesso em casa ultrapassa lan houses
Conexão domiciliar avançou 35% na comparação anual
O brasileiro passou a acessar mais o computador da própria residência do que os de centros voltados à conexão pública, como as lan houses. O resultado reverteu tendência percebida desde 2007, segundo a pesquisa sobre uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil, realizada pela quinta vez peloNúcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), órgão ligado ao Comitê Gestor, entidade mista, composta por representantes do governo e da sociedade civil. O estudo foi conduzido pelo instituto Ipsos em 21,5 mil residências. Segundo a pesquisa, a expansão de c asas que possuem computadores foi ponto determinante para a reversão da tendência. Em apenas um ano, de 2008 a 2009, o número de residências com computadores passou de 28% para 36%, nas áreas urbanas. No total do Brasil, são 18,3 milhões, atingindo 32% do total dos domicílios. “Agora a taxa de crescimento é maior nas casas de baixa renda”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) . O acesso à internet em casa também avançou 35% na comparação anual. Em 2008, o acesso chegava a 20% (13 milhões) das residências urbanas e agora está em 27%. Ao fim de 2009, 66% das casas com acesso à internet possuíam conexão dedicada por banda larga. Foi a maior expansão de computadores com acesso à internet desde que a pesquisa começou a ser feita em 2005, mas também houve um aumento dos domicílios com máquinas sem conexão, o que é creditado ao custo da rede ainda ser elevado. Os laptops também registraram forte avanço, ampliando sua presença em 70%. Agora eles estão em 5% das casas em regiões urbanas, frente a 3%, em 2008. O interesse do brasileiro por ter internet em casa pode estar ajudando até a revitalizar um serviço que estava em franca queda. Depois de 4 anos consecutivos, a telefonia fixa obteve seu primeiro crescimento de presença, estando agoraem40%das domicílios totais e em 44% dos urbanos. Um dos fatores responsáveis por isso foi a entrada das operadoras de TV por assinatura, que oferecem pacotes com TV, internet e telefonia fixa. “Parece uma reversão da tendência, mas precisamos esperar um ou dois anos para confirmar”, afirma Barbosa. Outra possibilidade levantada pelo pesquisador para a mudança de tendência é o alto custo da telefonia móvel. Isso se espelha no fato de 82% das casas terem telefonia celular, mas 90% delas são de planos pré-pagos. - Ao fim de 2009, 66% das casas com acesso à internet possuíam conexão por banda larga
Brasil Econômico - SP (07/04/2010)
O serviço de acesso à internet em alta velocidade passará por um salto nos próximos 10 anos as classes C, D e E. Projeção que faz parte da pesquisa Profuturo da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada ao Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, mostra que 60% da classe C terá acesso à internet em 2020, ante 7% em 2008. Na mesma comparação, o acesso das classes D e E passará de 1% para 25%. Mesmo a classe B, com 26% de penetração em 2008, chegará em 2020 com 90%, enquanto no topo da pirâmide o índice da classe A irá de 64% para 99%. Dois fatores são considerados cruciais para o crescimento da penetração da banda larga: redução de custo e aumento de computadores nas casas dos brasileiros. Com a ampliação da infraestrutura e o aumento de usuários de banda larga, o custo deverá diminuir nos próximos anos, na opinião de 60% dos pesquisados, o que poderá incentivar a navegação via celulares e computadores portáteis. Com ofertas que caibam no bolso dos consumidores de menor poder aquisitivo, a base da pirâmide social ficará mais conectada, exercendo pressão sobre os governantes para a criação de projetos de inclusão digital. Impactos para o país O governo federal há meses tenta, sem sucesso, lançar o Programa Nacional de Banda Larga, com a proposta de levar o acesso às populações em áreas distantes e mais pobres. No âmbito estadual há iniciativas pontuais, de inclusão digital, como o programa Acessa São Paulo, que registrou 45 milhões de atendimentos à população. Ao todo, são 591 postos em funcionamento em 520 municípios, mais de 4,6 mil computadores e 1,1 mil monitores. Atualmente, o programa está presente em 80% dos municípios paulistas. O pesquisador Antonio Thiago Benedete disse que os especialistas indicaram a ação governamental como importante, principalmente nos pontos remotos, e também observaram interesse maior das empresas em entrar para competir neste mercado.
Mais computadores
Quanto à penetração dos computadores nos lares, 19% dos especialistas consideram que esta seja a segunda alavanca para impulsionar a banda larga. No prazo de dez anos, os impactos da maior penetração da banda larga serão aumento da produtividade das pessoas e melhoria na qualidade de vida. Isto porque haverá mais acesso à informação, aumento na velocidade de transmissão de dados e novas possibilidades no trabalho. Para 69% dos pesquisados haverá elevação do PIB e melhoria nos processos da empresas, escolas e organizações. O estudo da FIA analisou dados atuais em relação a cada segmento socioeconômico. A pesquisa foi feita no final de 2009 junto a especialistas de todo o país. Os resultados poderão oferecer subsídios às empresas para que tomem decisões de investimento, afirmou Benedete.
Acesso em casa ultrapassa lan houses
Conexão domiciliar avançou 35% na comparação anual
O brasileiro passou a acessar mais o computador da própria residência do que os de centros voltados à conexão pública, como as lan houses. O resultado reverteu tendência percebida desde 2007, segundo a pesquisa sobre uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil, realizada pela quinta vez peloNúcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), órgão ligado ao Comitê Gestor, entidade mista, composta por representantes do governo e da sociedade civil. O estudo foi conduzido pelo instituto Ipsos em 21,5 mil residências. Segundo a pesquisa, a expansão de c asas que possuem computadores foi ponto determinante para a reversão da tendência. Em apenas um ano, de 2008 a 2009, o número de residências com computadores passou de 28% para 36%, nas áreas urbanas. No total do Brasil, são 18,3 milhões, atingindo 32% do total dos domicílios. “Agora a taxa de crescimento é maior nas casas de baixa renda”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) . O acesso à internet em casa também avançou 35% na comparação anual. Em 2008, o acesso chegava a 20% (13 milhões) das residências urbanas e agora está em 27%. Ao fim de 2009, 66% das casas com acesso à internet possuíam conexão dedicada por banda larga. Foi a maior expansão de computadores com acesso à internet desde que a pesquisa começou a ser feita em 2005, mas também houve um aumento dos domicílios com máquinas sem conexão, o que é creditado ao custo da rede ainda ser elevado. Os laptops também registraram forte avanço, ampliando sua presença em 70%. Agora eles estão em 5% das casas em regiões urbanas, frente a 3%, em 2008. O interesse do brasileiro por ter internet em casa pode estar ajudando até a revitalizar um serviço que estava em franca queda. Depois de 4 anos consecutivos, a telefonia fixa obteve seu primeiro crescimento de presença, estando agoraem40%das domicílios totais e em 44% dos urbanos. Um dos fatores responsáveis por isso foi a entrada das operadoras de TV por assinatura, que oferecem pacotes com TV, internet e telefonia fixa. “Parece uma reversão da tendência, mas precisamos esperar um ou dois anos para confirmar”, afirma Barbosa. Outra possibilidade levantada pelo pesquisador para a mudança de tendência é o alto custo da telefonia móvel. Isso se espelha no fato de 82% das casas terem telefonia celular, mas 90% delas são de planos pré-pagos. - Ao fim de 2009, 66% das casas com acesso à internet possuíam conexão por banda larga
Brasil Econômico - SP (07/04/2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário