quinta-feira, 16 de julho de 2009

:: Vídeo Game é meio de comunicação ::


A nova mídia, pelos olhos dos adolescentes
Uma análise da mídia realizada por um adolescente de 15 anos tem sido discutida e lida da City londrina a Wall Street, em Nova York. Estagiário de verão do Morgan Stanley, Matthew Robson recebeu um pedido para descrever como "ele e seus amigos consomem informação", segundo seus superiores na sede do banco em Londres.

O Twitter, por exemplo, considerado uma sensação durante a eleição iraniana, não é usado pelos adolescentes, de acordo com Robson. "Muitos se inscreveram no site, mas desistem ao perceberem que não pretendem atualizar o status o tempo todo porque isso consome crédito . Além disso, eles notam que ninguém está vendo os seus perfis e não há sentido em manter a conta." Já o Facebook "é usado por todos com acesso à internet", afirma.

Os jornais não são lidos por nenhum amigo de Robson. "Ninguém tem paciência para ler páginas e páginas de texto enquanto podem ver as notícias resumidas na TV ou na internet." Os tablóides, segundo o adolescente, são a única exceção. Muitos de seus amigos compram jornais como o The Sun. Analistas lembram, por outro lado, que, mesmo antes do advento da internet, poucos adolescentes liam além da parte de esportes dos jornais.

Uma das surpresas da análise é a forma como os adolescentes conversam com seus amigos. Poucos usam o telefone. A maioria utiliza videogames, que hoje são conectados à internet e possuem programas de voz. Mesmo assim, diz Robson, "99% dos adolescentes possuem celulares. A visão geral é a de que os da Sony Ericsson são superiores. Como regra, os adolescentes usam pré-pagos". Ele acrescenta que, normalmente, "os celulares são usados para mensagem de texto".

Na análise, o estagiário afirma ainda que os adolescentes não fazem compras online porque poucos possuem cartão de crédito e não têm muita paciência para propagandas na TV. Para finalizar, Robson diz que os adolescentes querem "qualquer coisa com touch-screen, celulares com capacidade para armazenar grandes quantidades de música e aparelhos portáteis com conexão à internet". Ao mesmo tempo, querem distância de "cabos, celulares com telas em branco e preto e baterias com pouca duração".
Fonte: Estadão - Economia e Negócios.

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