quinta-feira, 16 de julho de 2009

:: O consumo de baixa renda ::

As classes C, D e E já representam, hoje, aproximadamente 85% da população nacional e movimentam cerca de R$ 620 bilhões por ano, segundo dados divulgados pelo Data Popular. Ainda de acordo com o estudo, as classes mais baixas detêm 69% dos cartões de crédito em circulação e representam 75% dos usuários de internet no País.

“São consumidores despreparados que compram por impulso e têm completo desconhecimento sobre juros e financiamentos. A ausência de qualidade na educação é a grande culpada por este cenário, se é que ao menos podemos dizer que exista qualquer qualidade no ensino público hoje no Brasil”, afirma o consultor empresarial e autor do livro ‘A Nova Era do Consumo de Baixa Renda', Sérgio Nardi.

Segundo dados do ENEM de abril de 2009, apenas 8% das escolas “tops” são públicas e este pequeno círculo de destaque, provem de escolas profissionalizantes, ligadas a universidades ou que fazem seleção para ingresso. E se tratando das escolas públicas convencionais, a situação é mais crítica e o melhor colégio público, ocupa a vexatória posição de 1.935 entre as melhores escolas, segundo o ENEM.

Ainda de acordo com o estudo feito pelo Data Popular, nessa fatia de mercado, 88% da população adulta não possuem curso superior. Os dados confirmam o peso que o segmento de baixa renda exerce na economia brasileira.

“A saída é o investimento maciço em educação. Fazer uma revolução na capacitação do brasileiro. Exigir educação de qualidade e garantir a mesma chance para todos. Fazer com que todas as escolas do Brasil tenham a mesma qualidade, afirma o senador Cristovam Buarque, no livro A Nova Era do Consumo de Baixa Renda - 2009.

Fonte: Revista Executivos Financeiros - SP (16/07/2009)

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