quarta-feira, 22 de julho de 2009

:: A força das mulheres da Classe C ::

As mulheres da classe C são responsáveis pela mudança do perfil de consumo no país. Elas estão mais escolarizadas, chegam com maior força ao mercado de trabalho, cada vez mais assumem a chefia do lar, e escolhem os produtos que entram em casa. Mais exigentes que as suas mães, essas novas mulheres pesquisam mais os preços antes de definir as compras. Para não arriscar e perder dinheiro, algumas vezes elas priorizam as marcas conhecidas, mesmo que tenham que pagar mais caro. Além disso, compram mais semiprontos para facilitar a correria do dia a dia no trabalho e gastam mais com produtos de higiene pessoal e beleza. É o que diz a pesquisa do Instituto Data Popular sobre as mudanças nos hábitos do consumo feminino no Brasil.

Maior escolaridade é diferencial
A maior participação da mulher no mercado de consumo é explicada pelo crescimento nos últimos sete anos da classe C na pirâmide populacional brasileira. Do total de 96 milhões de mulheres, 80,6 milhões estão nas classes CDE e 5,7 milhões estão ocupadas. Além da forte presença feminina no conjunto da população, elas aumentaram a escolaridade. De acordo com a pesquisa do Instituto Data Popular, 68,1% têm uma escolaridade superior a da mãe. Foram utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2007) do IBGE.

A pesquisa revela que o aumento da escolaridade fez surgir uma nova mulher de classe C, mais educada, mais prática e mais independente. Com maior acesso à informação, a mulher pesquisa mais preços e é mais exigente quanto a qualidade dos produtos. "A nova geração de mulheres da classe C passa a ter um comportamento nas compras diferente das suas mães. Elas têm maior acesso à internet e pesquisa m mais preços. São mais exigentes no processo de escolha", destaca Renato Meirelles, diretor do Data Popular.

Por outro lado, quanto maior a presença no emprego, sobra menos tempo para as tarefas domésticas. "As mulheres passam mais tempo fora de casa e precisam de produtos que auxiliem no dia a dia, como alimentos semiprontos, produtos multiusos, além dos produtos de higiene e limpeza que melhoram a aparência e fazem parecer bem quando está fora de casa", completa Meirelles.

Ele lembra também que, ao contrário das mulheres das classes A e B, que podem errar ao experimentar novas marcas e novos produtos, a mulher da classe C tem o orçamento mais apertado e prioriza as marcas que já conhecem. "Elas até se submetem a pagar mais caro pela qualidade para não arriscar. Algo como o barato pode sair mais caro", completa. Para ele há um movimento que está consolidado e chegou para ficar: mulheres e mães mais escolarizadas criam um círculo virtuoso. Cada geração mais escolarizada que a outra faz com que as pessoas contribuam mais com a renda familiar e consumam mais.

Fonte: Diário de Pernambuco - PE

Nenhum comentário:

Postar um comentário